Representatividade negra nos jogos: comece questionando

Se vocês moram nesse planeta terra devem ter notado que o mundo inteiro tem discutido sobre o racismo. Se já não bastasse uma pandemia para mexer com nossas estruturas, estamos vendo diariamente injustiças acontecerem nos mais diferentes cenários.



Agora, caso achem que isso nada tem a ver com o universo dos jogos, queríamos propor uma reflexão. Nós da Jogaderia (que é formada por 3 sócios: 1 homem negro, 1 mulher negra e 1 homem branco) acreditamos que é impossível falarmos sobre uma mudança de comportamento da sociedade de forma lúdica e leve sem levarmos em consideração a realidade em nossa volta.


Todo mundo quer um mundo melhor, não é mesmo? E como fazemos isso? Começando aos pouquinhos, com pequenas mudanças e constantes reflexões.

Comece se questionado, por exemplo:

  • Quantos pessoas negras já dividiram mesas de jogos com você?

  • Em seus eventos de board games, quantos jogadores negros e jogadoras negras participam?

  • Quantas crianças negras já participaram dos seus eventos?

  • Você já foi atendido/a por monitores negros?

  • Quantos criadores de jogos são negros?

  • Quantos canais de conteúdo sobre jogos de tabuleiro são produzidos por pessoas negras?

  • Quantos jogos você conhece/já jogou que valoriza a nossa cultura e história afro-brasileira?

  • Quantos jogos você conhece/jogou que tem personagens negros?

  • Quantas pessoas negras compram jogos na sua loja?

  • Quantas caixas de jogos estampam pessoas negras?


Ufa! São muitas perguntas! E talvez muitos de vocês, que acompanham e se divertem com a gente, nunca tinham parado pra pensar nisso, não é mesmo? E tá tudo bem! A questão do racismo é complexa, vem de muuitos anos e é estrutural. O importante agora é caminharmos juntos para termos mesas de jogos mais igualitárias e feitas para TODAS AS PESSOAS!


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